Gabaritou

Questão 115 do Enem 2009: Linguagens

Linguagens · habilidade H14 da Matriz de Referência · dificuldade fácil pela TRI.

Questão 115 do Enem 2009, no caderno oficial do InepQuestão 115 do Enem 2009, continuação, no caderno oficial do Inep
Caderno oficial do Inep. Provas e gabaritos de 2009.
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Gabarito oficial (Inep): E.

Texto da questão

A dança é importante para o índio preparar o corpo e a garganta e significa energia para o corpo, que fica robusto. Na aldeia, para preparo físico, dançamos desde cinco horas da manhã até seis horas da tarde, passa-se o dia inteiro dançando quando os padrinhos planejam a dança dos adolescentes. O padrinho é como um professor, um preparador físico dos adolescentes. Por exemplo, o padrinho sonha com um determinado canto e planeja para todos entoarem. Todos os tipos de dança vêm dos primeiros xavantes: Wamarĩdzadadzeiwawẽ, Butséwawẽ, Tseretomodzatsewawẽ, que foram descobrindo através da sabedoria como iria ser a cultura Xavante. Até hoje existe essa cultura, essa celebração. Quando o adolescente fura a orelha é obrigatório ele dançar toda a noite, tem de acordar meia-noite para dançar e cantar, é obrigatório, eles vão chamando um ao outro com um grito especial. WÉRÉ' É TSI'RÓBÓ, E. A dança e o canto-celebração da existência xavante. VIS-Revista do Programa de Pós-Graduação em Arte da UnB. V. 5, n. 2, dez. 2006.

A partir das informações sobre a dança Xavante, conclui- se que o valor da diversidade artística e da tradição cultural apresentados originam-se da

A iniciativa individual do indígena para a prática da dança e do canto.

B excelente forma física apresentada pelo povo Xavante.

C multiculturalidade presente na sua manifestação cênica.

D inexistência de um planejamento da estética da dança, caracterizada pelo ineditismo.

E preservação de uma identidade entre a gestualidade ancestral e a novidade dos cantos a serem entoados. Texto para as questões 116 e 117 Canção do vento e da minha vida O vento varria as folhas, O vento varria os frutos, O vento varria as flores...

E a minha vida ficava Cada vez mais cheia De frutos, de flores, de folhas. [...] O vento varria os sonhos

E varria as amizades... O vento varria as mulheres...

E a minha vida ficava Cada vez mais cheia De afetos e de mulheres. O vento varria os meses

E varria os teus sorrisos... O vento varria tudo!

E a minha vida ficava Cada vez mais cheia De tudo. BANDEIRA, M. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1967.

Texto extraído automaticamente do PDF oficial; fórmulas e figuras estão na imagem acima.