Questão 99 do Enem 2014 (3ª aplicação): Linguagens
Linguagens · dificuldade fácil pela TRI.

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Gabarito oficial (Inep): C.
Texto da questão
A literatura de cordel é ainda considerada, por muitos, uma literatura menor. A alma do homem não é mensurável e — desde que o cordel possa exprimir a história, a ideologia e os sentimentos de qualquer homem — vai ser sempre o gênero literário preferido de quem procura apreender o espírito nordestino. Os costumes, a língua, os sonhos, os medos e as alegrias do povo estão QRFRUGHO1DQRVVDpSRFDDSHVDUGRVMRUQDLVHGD79 — que poderiam ter feito diminuir o interesse neste tipo de literatura — e da falta de apoio econômico, o cordel continua vivo no interior e em cenáculos acadêmicos.
A literatura de cordel, as xilogravuras e o repente não foram apenas um divertimento do povo. Cordéis e cantorias foram o professor que ensinava as primeiras letras e o médico que falava para inculcar comportamentos sanitários. O cordel e o repente fazem, muitas vezes, de um candidato o ganhador da banca de deputado.
E assim, lendo e ouvindo, foi-se formando a memória coletiva desse povo alegre e trabalhador, que embora calmo, enfrenta o mar e o sertão com a mesma valentia. BRICKMANN, L. B. E de repente foi o cordel. Disponível em: http://pt.scribd.com. $FHVVRHPIHYIUDJPHQWR O gênero textual cordel, também conhecido como folheto, tem origem em relatos orais e constitui uma forma literária popular no Brasil. A leitura do texto sobre a literatura de cordel permite
A descrever esse gênero textual exclusivamente como instrumento político.
B valorizar o povo nordestino, que tem no cordel sua única forma de expressão.
C ressaltar sua importância e preservar a memória cultural de nosso povo.
D avaliar o baixo custo econômico dos folhetos expostos em barbantes.
E informar aos leitores o baixo valor literário desse tipo de produção.
Texto extraído automaticamente do PDF oficial; fórmulas e figuras estão na imagem acima.